O levantamento considera cinco empresas de capital aberto brasileiras do setor de papel e celulose com dados disponíveis na CVM de 2010 até 2016.
A receita líquida operacional (Vendas) do setor no ano de 2016 é de R$ 27,8 bilhões, maior valor atingido pelo setor no período da amostra com valores nominais. Esse valor representa um crescimento de 3,82% com relação a 2015.
O mesmo levantamento com valores ajustados pelo IPCA até dezembro de 2016 registra queda de receita de 2016 com relação a 2015. A receita em 2015, ajustado pelo IPCA, do setor é de R$ 28,5 bilhões contra R$ 27,8 bilhões em 2016, mostrando queda de 2,32%.

Na tabela abaixo listamos a evolução das receitas nominais do setor nos últimos sete anos.
A Suzano registra a maior receita no ano de 2016 com R$ 9,88 bilhões, porém inferior à de 2015 que foi de R$ 10,2 bilhões. Houve queda de 3,35%.
A Fibria é a segunda empresa com maior receita com R$ 9,61 bilhões, receita que é 4,62% inferior à do ano de 2015.
A Klabin em 2016 registra crescimento de 24,67% com relação ao ano de 2015 e atingiu a maior receita do período avaliado.

Na tabela abaixo verificamos a evolução das receitas das cinco empresas com valores ajustados pelo IPCA e podemos verificar que a empresa com maior queda de receita, com valores ajustados pela inflação, é a Fibria com queda de 10,26% em 2016 com relação a 2015.
A Klabin registra crescimento de 17,3% das suas vendas ajustadas pela inflação entre 2015 e 2016.

A dívida bruta consolidada do setor atingiu o maior patamar no ano de 2016 com R$ 49,5 bilhões.
A dívida líquida (descontando o caixa) registra recuo em 2016 com relação a 2015.
O caixa do setor tem crescimento em 2016 com relação a 2015 e atinge o maior patamar da amostra.

A Klabin é a empresa com maior valor da amostra com R$ 18,46 bilhões, valor 2,48% superior ao de 2015 e é o maior valor nos
últimos sete anos.
A Suzano reduz o seu endividamento no ano de 2016 com relação a 2015 em 4,75%.
A Fibria registra o maior crescimento de dívida bruta da amostra; entre 2015 e 2016 a empresa aumentou o indicador em 26,75%.

A Suzano é a empresa que tem a maior queda de dívida líquida na amostra entre 2015 e 2016. Em 2015 a empresa registrou R$ 12,26 bilhões contra R$ 10,31 bilhões em 2016, queda de 15,86%.
A Fibria é a empresa que registra o maior crescimento da dívida líquida entre 2015 e 2016. Em 2015 a dívida líquida era de R$ 10,2 bilhões contra R$ 11,45 bilhões em 2016, crescimento de 11,75%.

Todas as empresas do setor de papel e celulose registram crescimento de caixa em 2016 com relação a 2015.
A Suzano em 2016 registra R$ 3,69 bilhões de caixa e é a única que não atinge o maior valor de caixa do período analisado, todas as demais empresas atingem seu maior valor de caixa em 2016.

Em 2016 o setor registra o melhor nível de lucratividade do período analisado com R$ 6,06 bilhões. A mediana do ROE do setor é de 17,5%.
Em 2015 o setor registrou prejuízo de 1,91 bilhões.

Somente a Celulose Irani registra prejuízo em 2016, todas as outras empresas registram seu melhor resultado do período analisado.
A Klabin é a empresa com melhor lucratividade em 2016 com R$ 2,48 bilhões.

Em 2017 (23 de março) o setor registra queda de valor de mercado na Bovespa pelo segundo ano consecutivo. O melhor registro de fechamento anual foi em 2015 com R$ 75,66 bilhões. O valor de mercado do setor em 2016 foi de R$ 52,5 bilhões.

A Fibria em 23 de março de 2017 registra o maior valor de mercado do setor de papel e celulose com R$ 15,8 bilhões. No final de 2016 a Klabin era a maior empresa do setor por valor de mercado com 18,8 bilhões.

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