Ibovespa: Será que é um bom benchmark?

Estudo desenvolvido pela Economatica revela concentração setorial e impactos dos setores de na performance da bolsa brasileira.

A composição do Ibovespa é um assunto bastante discutido e analisado por investidores e especialistas do mercado financeiro, já que o principal índice bolsa brasileira é utilizado como métrica comparativa para carteiras, fundos e diversos indicadores como proxy do risco de mercado. No entanto, há um grande debate em relação à sua eficácia devido ao seu nível de concentração setorial.

A Economatica compilou a composição histórica do índice em questão e analisou sua evolução versus sua concentração. O estudo adotou a classificação de setor econômico utilizada pela própria B3, dividida em dez grandes grupos.
Observando a composição histórica do Ibovespa, é possível ver que três grandes setores (financeiro, materiais básicos e petróleo/gás) correspondem a mais de 60% do índice distribuídos em apenas 20 das 88 empresas que compõem o índice. Essa concentração pode ser observada em praticamente todo o histórico do presente estudo.
No entanto, é possível observar mudanças nas participações individuais dos setores secundários ao longo do tempo. Destaque para o setor de utilities, que na maior parte do histórico ficou abaixo de 6% de participação no índice e hoje corresponde a mais de 11% de participação.
O setor de saúde também apresentou aumento significativo, passando de 1% do índice em 2014 para 5% na carteira atual.
Além das concentrações setoriais, a Economatica também mensurou o impacto setorial no desempenho do índice. Para isso, utilizou a funcionalidade de criação de classificações e indicadores próprios na plataforma para criar quatro grandes setores: commodities, finanças, defensivo e outros. No gráfico abaixo é possível observar a concentração histórica nos setores personalizados.
Ao observar o gráfico de distribuição dos pontos do índice nos setores citados, é possível verificar que o setor de commodities é o responsável pelo maior impacto em pontos no índice, seguido do setor financeiro. O setor defensivo, composto em sua maioria por empresas de utilities, apresenta uma menor oscilação e, por consequência, contribui de uma forma perene para o índice.
Ao consolidar todos os setores em um mesmo gráfico, é possível ver o impacto e a importância dos setores de commodities e finanças para a performance da bolsa nacional, já que retirando as grandes empresas dos setores, tais como Petrobras, Vale, Itaú e Bradesco) a performance do índice pode ser bastante discrepante, já que o desempenho do mesmo acaba ficando muito atrelado ao desempenho dessas companhias, o que pode gerar distorções quando se avalia a performance do mercado acionário brasileiro como um todo.
Caso deseje personalizar o estudo e seja usuário da nossa solução, entre em contato com nosso suporte pelo telefone (11) 4081-3800 ou pelo e-mail info@economatica.com.br para que
possamos lhe auxiliar na elaboração do seu estudo, conforme suas necessidades. Se ainda não for usuário da nossa plataforma, solicite-nos um trial.





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